Social Media
Como Medir o Resultado das Redes Sociais da Empresa
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A cena se repete no fim de quase todo mês. O dono de uma empresa abre o Instagram, vê que o perfil ganhou quarenta seguidores e fica animado. No mês seguinte, ganhou vinte, e a conclusão é que “não está funcionando”. Só que, entre um mês e outro, ninguém perguntou uma coisa: alguém que viu a empresa nas redes entrou em contato?
Quem pesquisa como medir o resultado das redes sociais da empresa costuma estar exatamente aqui: já posta, já abriu o painel de estatísticas, viu uma dúzia de gráficos e não sabe qual deles conta.
Resposta direta: o resultado das redes sociais se mede em três camadas, e só a última paga as contas. Primeiro, se o conteúdo é visto (alcance). Segundo, se ele vale a pena guardar e repassar (salvamentos e compartilhamentos). Terceiro, se virou conversa com gente que poderia comprar. Seguidor, sozinho, não entra em nenhuma das três.
Por que seguidor é o número mais enganoso
Seguidor é fácil de contar e bom de mostrar, por isso vira o número de capa. Mas ele diz pouco: pode ser gente que você nunca vai atender, de outra cidade ou de outro país, ou alguém que seguiu num dia de promoção e nunca mais viu um post.
Na página do nosso serviço de gestão de mídias sociais, a frase que usamos é esta: seguidor é vaidade, conversa que vira cliente é o trabalho. Não é provocação. É a ordem em que a gente lê os números todo mês.
Os três números que valem a pena olhar
Abra o painel de estatísticas do perfil e procure estes, nesta ordem:
- Alcance: quantas pessoas diferentes viram o seu conteúdo. Mostra se a rede está entregando o que você publica.
- Salvamentos e compartilhamentos: quantas pessoas guardaram ou mandaram o post para alguém. É o sinal mais honesto de que o conteúdo serviu para alguma coisa. Curtida é reflexo, salvar dá trabalho.
- Conversas que viraram contato: mensagens, cliques para o site ou o WhatsApp, pedidos de orçamento. Este número não está pronto no painel, e é justamente por isso que quase ninguém acompanha.
O alcance responde “estão me vendo?”, os salvamentos respondem “serviu?” e o contato responde “virou negócio?”. Perfil que tem só a primeira resposta está chamando atenção sem converter. Perfil que tem as três está funcionando.
Quando esperar para tirar uma conclusão
Medir cedo demais é o erro que mais derruba bom trabalho. No ateliê, trabalhamos em ciclos de três meses porque rede social não devolve resultado em duas semanas: o primeiro mês estrutura, o segundo dá ritmo e o terceiro mostra padrão nos números.
Na prática, alcance e salvamentos costumam reagir já no primeiro mês. Já o crescimento consistente de contatos qualificados aparece a partir do terceiro, quando a linha editorial já foi testada e ajustada. Por isso um mês isolado não decide nada: compare sempre com os meses anteriores, nunca com a expectativa.
Como montar sua folha de resultado em 20 minutos
Você não precisa de ferramenta paga para começar. Uma planilha simples, preenchida uma vez por mês, resolve:
| O que anotar | De onde vem |
|---|---|
| Alcance do mês | Painel de estatísticas do perfil |
| Os 3 posts com mais salvamentos e compartilhamentos | Painel, ordenando por salvamentos |
| Quantas mensagens e pedidos de orçamento chegaram | Direct, WhatsApp e formulário do site |
| De onde cada contato disse que veio | Pergunta no primeiro atendimento |
| O que muda no mês seguinte | Sua decisão, em uma frase |
A última linha é a que mais importa. Número que não muda nenhuma decisão é só enfeite. Se os três posts mais salvos são todos sobre o mesmo assunto, o mês seguinte tem mais conteúdo desse assunto. Se um formato nunca é salvo, ele sai do calendário.
A quarta linha também merece atenção: pergunte, no primeiro atendimento, como a pessoa chegou até você. Nenhum painel responde isso por você, e é a única medida que liga a rede social a um cliente de verdade.
Como foi no nosso trabalho
No relatório mensal que entregamos, os números vêm sempre com leitura: alcance, salvamentos, compartilhamentos e crescimento, e o que muda no ciclo seguinte por causa deles. É o mesmo princípio da folha acima, só que feito todo mês, com a mesma régua.
No case da TEG Monitor e da TEG Rental, o ateliê cuida do conteúdo de duas marcas do mesmo grupo. O texto do case diz que o desafio não era viralizar, e sim aparecer no momento certo para quem já procura o serviço. Isso muda o que se mede: para quem vende manutenção ou locação de equipamento industrial, mil curtidas importam menos do que um contato certo. O mesmo case conta que o tráfego pago entra para levar quem já busca o serviço até o contato certo, sem depender só do orgânico. A régua, portanto, é a mesma nos dois canais: gente que procurou e conseguiu falar com a empresa.
O case não traz números de resultado, e nós não vamos inventar nenhum aqui. O que ele ensina é a pergunta: o que, no meu negócio, conta como “contato certo”?
O que fazer com o que o painel mostra
Depois de olhar os números, a decisão cabe em três saídas:
- Alcance baixo: o problema está em ser visto. Revise assunto, constância e capa dos posts.
- Alcance bom, poucos salvamentos: o conteúdo chama, mas não serve. Troque o assunto por algo que a pessoa queira guardar.
- Salvamentos bons, nenhum contato: falta caminho. Veja se a legenda convida a falar com você e se o link do perfil leva a um lugar claro. Um perfil bem medido que termina em beco sem saída desperdiça o que construiu.
Sobre esse último ponto, vale ler site ou só Instagram: o que o seu negócio precisa, porque o perfil sozinho tem limite.
Quer alguém lendo os números por você?
Se você prefere receber os números já interpretados, com o que cresceu, o que não funcionou e o que muda no mês seguinte, conheça o nosso serviço de gestão de mídias sociais. Para ver como pensamos o conteúdo de duas marcas ao mesmo tempo, leia o case da TEG Monitor e da TEG Rental. E para saber quanto custa, o caminho é o orçamento em quatro passos, sem reunião para começar.