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Como Escolher o Nome da Empresa: 6 Testes Antes de Fechar
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Você tem o nome na cabeça há meses. Contou para a família, gostou da reação, até desenhou um logotipo no caderno. Na véspera de abrir a empresa, resolve pesquisar e descobre que o endereço na internet já pertence a outra pessoa, ou que ninguém consegue escrever o nome certo depois de ouvir uma vez.
É o susto mais comum de quem está decidindo como escolher o nome da empresa. E ele costuma chegar tarde, quando o cartão já foi impresso e a fachada já foi orçada.
Resposta direta: escolha o nome que passa em seis testes antes de gostar dele demais: dá para falar e escrever sem explicação, o endereço na internet está livre, ninguém mais usa o nome no seu ramo, ele aguenta a empresa crescer, soa bem ao lado da descrição do que você faz e tem registro viável no INPI. Gostar do nome vem por último, não primeiro.
Qual é o erro mais comum ao escolher o nome de uma empresa?
Escolher pelo gosto e pesquisar depois. O nome vira afeto antes de virar decisão, e aí cada problema que aparece parece detalhe a contornar. O caminho inverso é mais barato: levante cinco ou seis opções, passe todas pelos testes abaixo e só então escolha entre as que sobraram.
Um nome é a peça da marca mais difícil de trocar. Cor, fonte e símbolo podem ser renovados com o tempo. O nome está no contrato, no domínio, na nota fiscal, na boca dos clientes. Por isso ele merece mais método do que qualquer outra escolha da identidade.
Os 6 testes antes de fechar o nome
- Teste da pronúncia. Diga o nome ao telefone para alguém que nunca o viu. Se a pessoa pedir para soletrar, ou escrever de um jeito diferente, o nome vai gerar atrito toda vez que alguém indicar a sua empresa.
- Teste do significado. Veja o que o nome quer dizer em outras línguas e se lembra alguma palavra estranha ou uma marca conhecida. Vale especialmente para quem pensa em atender clientes fora do Brasil.
- Teste do endereço. Confira se o domínio está livre e se o nome do perfil nas redes sociais também. Um nome ótimo cujo endereço pertence a outra empresa vira um nome com asterisco. Quem vai ser dono desse endereço também importa, e falamos disso em quem deve ser o dono do domínio do seu site.
- Teste do mercado. Pesquise o nome no Google e nas redes, junto do seu ramo de atuação. Se já existe uma empresa parecida no mesmo setor, os clientes vão confundir, e o buscador também.
- Teste do registro. Consulte a base de marcas do INPI antes de decidir. Se o nome já está registrado por outra pessoa para uma atividade parecida com a sua, você pode ter de trocar de nome depois de investir na marca. Para um nome importante, vale conversar com um profissional de propriedade intelectual.
- Teste do futuro. Pergunte se o nome ainda serve se a empresa crescer, abrir uma segunda frente ou mudar de público. Um nome que descreve demais o produto de hoje prende a empresa no produto de ontem.
Nenhum desses testes exige talento criativo. Exigem a paciência de fazer a checagem antes de se apaixonar.
Nome próprio, nome descritivo ou nome inventado?
Os três caminhos funcionam, cada um com o seu preço:
| Tipo | Exemplo de lógica | Vantagem | Cuidado |
|---|---|---|---|
| Nome da pessoa | Nome e sobrenome do profissional | Passa confiança em serviço de relação direta | Fica difícil vender ou crescer para além da pessoa |
| Nome descritivo | Diz o que a empresa faz | Entendido na hora | Difícil de registrar e de se destacar |
| Nome inventado ou sugestivo | Palavra nova ou imagem associada | Mais fácil de registrar e de lembrar | Precisa de investimento para ganhar sentido |
Não existe a opção certa para todo mundo. Existe a que combina com o seu negócio, a sua ambição e o seu orçamento de divulgação.
Quando o nome é o da própria pessoa
Em serviços de confiança, como saúde, direito e consultoria, o nome da pessoa costuma ser o mais natural. O que muda é a necessidade de acompanhar esse nome com uma descrição do que ela faz. Na identidade visual do Dr. Paulo Silva, que está na capa deste post, o nome vem sempre junto da linha descritiva (Cabinet Dentaire), no papel timbrado, no caderno, no cartão e na tela do celular. O nome sozinho diz quem é. A descrição diz o que a pessoa faz. Juntos, funcionam melhor do que qualquer um dos dois.
Como fazemos o naming no ateliê
Quando o cliente ainda não tem nome, o naming vira um projeto dentro do projeto de marca. O nosso processo tem quatro etapas, as mesmas que descrevemos na página de branding e identidade visual:
- Território de nomes: antes de listar nomes, definimos o território em que eles vão caminhar, a ideia, o tom e o que o nome precisa evocar.
- Geração e filtragem: criamos muitas opções e cortamos as que não passam nos testes acima.
- Teste de pronúncia e de sentido: conferimos como o nome soa e o que ele pode querer dizer.
- Checagem de domínio e de registro no INPI: feita antes de qualquer decisão, nunca depois.
Por isso um projeto com naming costuma levar mais tempo: a média do ateliê é de 6 semanas, da imersão ao manual, e projetos com naming ou embalagem podem chegar a 8 ou 10. Quando a marca já tem nome, trabalhamos a assinatura e o tom de voz em cima dele. Quanto isso muda o valor da proposta está em quanto custa uma identidade visual.
O nome já está escolhido: e agora?
Depois do nome vêm as decisões que o vestem: cores, fontes e símbolo. Quem está nesse ponto pode seguir por como escolher as cores da marca e como escolher as fontes da marca.
Antes de qualquer uma delas, anote seu nome candidato e passe pelos seis testes. Se ele não passar em um deles, é muito mais barato descobrir hoje do que depois da impressão do cartão.
Quer ajuda para chegar ao nome certo?
Conheça como trabalhamos em branding e identidade visual e conte o que a sua empresa precisa no orçamento de identidade visual, avisando que o nome também está em aberto. A proposta chega fechada, com escopo, prazo e valor.